A taxa de desemprego subiu a 6,8% no Brasil no trimestre encerrado em fevereiro, apontam dados divulgados nesta sexta (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O indicador estava em 6,1% no intervalo até novembro, que serve de base de comparação. Esse foi o menor patamar da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.
A taxa até fevereiro veio em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 6,8%, segundo a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 6,6% a 7%.
O desemprego costuma subir no início de ano com a busca por recolocação após o fechamento de vagas temporárias.
A Pnad examina as condições do mercado de trabalho formal e informal. Para ser considerada desempregada na pesquisa, que segue parâmetros internacionais, uma pessoa de 14 anos ou mais não pode estar trabalhando e precisa estar à procura de oportunidades.
Em 2024, a desocupação mostrou sucessivas quedas no Brasil. A redução ocorreu em meio a um desempenho acima do esperado para a atividade econômica.
Analistas dizem que o PIB (Produto Interno Bruto) respondeu a medidas de estímulo do governo federal, o que teria gerado uma demanda maior por trabalhadores.
Em 2025, o mercado financeiro e o governo preveem um cenário de desaceleração do PIB em meio ao ciclo de alta dos juros, que encarece o consumo e os investimentos produtivos. Apesar disso, as projeções não indicam até o momento grande elevação no desemprego.
A taxa de desocupação já havia alcançado 6,5% no trimestre até janeiro. O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre intervalos com meses repetidos, como é o caso dos períodos encerrados em janeiro e fevereiro.